Validação da informação cresce no modelo “a posterior”, diz Gustavo Cardoso

O responsável pelo IBERIFIER em Portugal, Gustavo Cardoso, assinalou, no programa sobre “fake news”, difundido pela Plataforma ECO, uma mudança no processo de certificação da informação. “Estamos à procura de encontrar instituições que substituam as que validavam a informação ‘a priori’ (no século XX). Hoje a validação da informação é maioritariamente feita ‘a posterior’, seja pelos motores de busca, as próprias redes, os ‘fact checkers’, que estão em construção” , referiu no programa “Combate às ‘fake news’ num contexto de crescimento de informação online”, transmitido dia 20 de dezembro, pela publicação ECO. https://eco.sapo.pt/2023/12/20/a-desinformacao-vai-aumentar-ha-uma-polarizacao-brutal-nas-proximas-eleicoes/?utm_source=e-goi&utm_medium=email

Fernando Esteves, diretor do Polígrafo, plataforma de verificação de informação, e outro dos convidados, considera que se tem assistido, nos últimos anos, a uma revolução no campo da verificação. Considera que os protagonistas políticos perceberam que estão a ser monitorizados e avaliados quando fazem os seus discursos. Ana Rocha Paiva, do departamento da Inovação da Google, põe a tónica no papel de todos na mitificação da informação. Está convencida que só em parceria se pode refrear o fenómeno.

Gustavo Cardoso, professor catedrático do ISCTE – IUL, enquadrou o conceito. Prefere o termo desinformação por captar melhor a complexidade da realidade da informação incorreta, enganosa, manipulada. Não gosta da expressão “fake news”, sublinhou. “As notícias são precisamente o que nos permite comparar o que é autêntico com o que é falso”.

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