Canais russos possuem informação e desinformação e a desinformação pretende semear dúvidas

Gustavo Cardoso defendeu na SIC Notícias que suspender os canais russos da oferta televisiva portuguesa é demasiado radical, não só porque cria um precedente mas também porque as audiências mínimas destes canais não o justificariam. As declarações do professor do ISCTE e coordenador do projeto IBERIFIER foram proferidas a 2 de março. Alertou ainda que a desinformação pretende sobretudo criar dúvidas aos recetores.

Explicou que os canais em questão também fornecem notícias como quaisquer outros. Aliás, a complexidade da questão é essa: emitem peças notícias credíveis e no meio colocam desinformação. “Esses órgãos não têm maioritariamente propaganda. Têm informação e desinformação. A desinformação pretende criar dúvidas”.

“Banir (canais russos) parece demasiado forte”, declarou. Ressalvou que não existe um estudo recente sobre as audiências desses canais, mas o último destes dava conta de uma visibilidade muito residual, o que lhe dá pouco possibilidade de chegar a uma plateia vasta. Mais determinante ainda, sublinhou, é o fato de se estar a criar um precedente de atuação face a outros canais.

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